Hoje vamos falar de 2 adoçantes ou substâncias edulcorantes que estão se tornando mais comum no mercado: o Xilitol (ou Xylitol) e o Eritritol.

Xilitol

O Xilitol é um edulcorante derivado do milho (por processo químico ou biotecnológico) e já é amplamente utilizado na indústria alimentícia, sendo já autorizado pela FDA (Food and Drug Administration).

Além de ter uma aparência e sabor parecido com o açúcar convencional, ele possui 40% menos calorias e baixo índice glicêmico. A sua principal vantagem para diabéticos é que ele não afeta a insulina e, por ter uma quantidade reduzida de calorias, também é ideal para quem está fazendo dietas de redução de peso.

Além de adoçar, o Xilitol possui alguns benefícios 'adicionais' a sua saúde como, por exemplo, prevenir a placa bacteriana e as cáries; alcalinizar a saliva, reduzindo a corrosão do esmalte dos dentes evitando também gengivite; aumentar a absorção de cálcio (auxiliando na saúde dos dentes e dos ossos) e evitar infecções nos ouvidos e sinus, já que as bactérias que causam essas infecções são as mesmas que causam cáries e gengivite.

Quanto ao seu consumo, recomenda-se a ingestão máxima de 60g diárias (de preferência de forma espaçada, de no máximo 20g cada), doses maiores podem causar efeito laxativo.

O Xilitol também é utilizado como conservante alimentício, já que oferece resistência ao crescimento de micro-organismos. Ele tem sido muito utilizado em bebidas, balas e gomas de mascar com sabor de menta, pois proporciona um efeito refrescante na boca, quando entra em contato com a saliva.

Só um cuidado: ele é tóxico para cães!

Eritritol

O Eritritol tem um sabor bem próximo do açúcar convencional, com índice glicêmico zero, contém apenas 6% das calorias e 70% da doçura do açúcar. Ele é obtido a partir da fermentação de amido (normalmente do milho), possui o maior poder refrescante entre os edulcorantes e praticamente não é metabolizado pelo organismo, ou seja, não altera a insulina ou os níveis de glicose, sendo eliminado em 24 horas.

Por ter apenas 6% das calorias do açúcar é um dos adoçantes mais indicados para quem está buscando emagrecer!

O Eritritol, assim como o Xilitol, não fermenta na boca, prevenindo também a degradação dos dentes.

Como ele não é digerido pelo organismo, não altera a insulina, e assim como o Xilitol, em excesso pode causar náuseas.

Possui entre as suas características, a resistência à altas temperaturas, podendo ser utilizado no preparo de diversas sobremesas, além do uso como adoçante de mesa. Ele substitui o açúcar na mesma proporção.

Assim como o Xilitol, é amplamente utilizado na indústria alimentícia de mais de 50 países e já foi classificado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como seguro.

Mas agora vamos ao que interessa

Xilitol e Eritritol são naturais?

Sim! Os dois, assim como a estévia, são adoçantes naturais!

Qualquer um pode consumir?

A princípio sim! Todos podem consumir, inclusive crianças, idosos e gestantes. Só é preciso observar a quantidade a ser consumida e se eles provocam algum mal estar (os mais comuns são náuseas e o efeito laxativo). Nestes casos o ideal é conversar com o seu médico.

Se você está fazendo uma dieta lowcarb pode consumir qualquer um dos dois, já se sua dieta for cetogênica/keto o único adoçante natural que você pode consumir é o Eritritol.

Como posso usar o Xilitol e o Eritritol?

Os dois podem ser utilizados de forma similar, como adoçante de mesa (aquele que você coloca no chá, café, suco ou iogurte natural) ou como adoçante culinário. Neste ponto há 2 informações importantes que você precisa saber:

  1. O Eritritol, apesar de adoçar menos que o Xilitol e o açúcar, pode não funcionar bem para geleias e alguns tipos de doces pois ele pode cristalizar.
  2. Outro cuidado no uso do eritritol é que quando ele é aquecido o seu poder de dulçor aumenta, então mesmo adoçando ?menos? que o açúcar, em receitas que vão ao fogo o ideal é usar na mesma proporção.

Referências

MUSSATTO, S. ; ROBERTO, I. Xilitol: Edulcorante com efeitos benéficos para a saúde humana. Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas. vol. 38, n. 4, out./dez., 2002.
Dossiê edulcorantes. FoodIngredients Brasil Nº 24 - 2013. Disponível em: www.revista-fi.com/materias/302.pdf